sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Só mais um café

Se cerrar os olhos bastasse

Para não mais enxergar-te

Mais e o Ballet de sombras pela fresta da porta?

As vozes aacendem luzes, cegado posso senti-las.

Atordoado no labirinto onde tento das lembranças escapar

Embriagado de Kerouac, jazz e café

Saberia onde estava o cinzeiro até dez minutos atrás

Em algum lugar onde meus pés tocariam jamais

Minha infinita ausência estará ela a cantar

Guardando em seus lábios o beijo que jamais lhe dei

Em outro cenário que não o de sua metafísica imaginação

Contando os dias no mês de abril enquanto falava-me

A respeito de Rimbaud, Lispector, Caio F. e Ramil

Hoje eu lhe falaria de Wynona, Kubrick e Tarantino

E com certeza para ti isso sorria tão agressivo

Sem pudor algum, seria o assunto das conversas imaginárias

Do diálogo de pensamentos distantes de mãos dadas

Com o que selamos nosso destino não juntos

Ao suicidarmos nossas chances de semelhantes rumos

Em algum dia de não inverno, restando-me senso nenhum

Caminho ou direção, onde tudo se resume a uma metáfora

Minha vida transformada em uma bússola quebrada.


Luís- CoffeeBoy


http://coffeeboylivinginacup.blogspot.com

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